Quando Chapecoense derrotou o Novorizontino por 1 a 0 na Arena Condá, em Chapecó, no sábado, 4 de outubro de 2025, a vitória aproximou o clube catarinense do cobiçado G‑4 da Série B. O confronto fez parte da 30ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B 2025, válida pelo segundo turno da competição nacional.
Contexto da classificação na Série B
Antes do duelo, a Chapecoense acumulava 44 pontos, ocupando a sexta posição, enquanto o Novorizontino mantinha 45 pontos na quinta colocação, embolado na briga pelo acesso. O G‑4, que garante vaga direta na Série A do ano que vem, estava liderado pelo Athletico‑PR com 48 pontos. Cada ponto extra era decisivo, e os dois clubes entraram em campo sabendo que um tropeço poderia mudar o rumo da campanha.
Detalhes da partida e o gol decisivo
O jogo começou equilibrado, com ambas as equipes trocando passes e buscando abrir espaços nas laterais. Aos 15 minutos do segundo tempo, Pedro Perotti, atacante da Chapecoense, recebeu um cruzamento de Marlon pela direita e, num toque rápido, desviou para o fundo das redes. O gol, marcado em contra‑ataque veloz, quebrou o impasse e começou a definir o caráter da partida.
As estatísticas mostram um duelo quase paralelo: 15 finalizações para o time da casa contra 16 dos visitantes, porém o Novorizontino acertou o alvo apenas uma vez. O goleiro Rafael Santos, da Chapecoense, recebeu cartão amarelo aos 47 minutos da segunda etapa por atrasar a cobrança de tiro de meta, mas conseguiu evitar qualquer perigo adicional.
Análise dos treinadores e reações pós‑jogo
Para o técnico Enderson Moreira, comandante do Novorizontino, o revés foi “o segundo sob seu comando”. Em entrevista cedida às 09h00 do dia 5 de outubro, ele reconheceu que a equipe “teve controle em quase toda a partida”, mas lamentou a incapacidade de transformar volume de jogo em oportunidades claras. "Lamentamos profundamente que não conseguimos transformar o volume de jogo em mais oportunidades. Acabamos fazendo escolhas que não foram as melhores", declarou.
O treinador ainda destacou a dificuldade de jogar contra equipes que também buscam a vaga, afirmando que "São duas equipes postulantes à vaga. Sabemos que jogar aqui é muito difícil”. Por sua vez, o técnico da Chapecoense, Dalton Caldeira, elogiou a postura defensiva da equipe e ressaltou a importância de manter a concentração nos minutos finais.
Impacto na luta pelo G‑4
Com a vitória, a Chapecoense subiu para a quinta posição, somando 47 pontos, apenas um ponto atrás do Athletico‑PR que lidera o G‑4. O resultado também fez o Novorizontino cair para a sexta colocação, ainda com 47 pontos, mas agora dependendo de resultados nas últimas rodadas para garantir o acesso.
Especialistas apontam que, nos próximos três jogos, a Chapecoense precisará de ao menos mais um ponto contra a Ferroviária para criar margem segura. Já o Novorizontino enfrentará o Cuiabá fora de casa, partida que, segundo analistas da GloboEsporte, "pode ser decisiva para definir quem garante a sexta vaga".
Próximos compromissos
- Chapecoense x Ferroviária – 31ª rodada, 9 de outubro, 19h, partida fora de casa.
- Novorizontino x Cuiabá – 31ª rodada, 8 de outubro, 19h, visita ao estádio Arena Pantanal.
Ambas as equipes sabem que a margem de erro diminui a cada rodada e que a disputa pelo acesso será decidida nos momentos finais da temporada.
Perguntas Frequentes
Como a vitória da Chapecoense afeta a luta pelo G‑4?
A vitória colocou a Chapecoense em quinto com 47 pontos, a apenas um ponto do Athletico‑PR que lidera o G‑4. Agora o clube precisa somar mais um ponto nos próximos jogos para garantir margem de segurança e pressionar os concorrentes.
Qual foi o fator determinante do gol de Pedro Perotti?
O gol saiu de um contra‑ataque rápido pela direita. Marlon fez um cruzamento preciso, e Perotti, em sua velocidade característica, desviou o balão antes que a defesa de Novorizontino pudesse se recompor.
Por que o Novorizontino perdeu a sequência invicta?
Apesar de ter dominado a posse e criado mais finalizações (16), o time só converteu uma oportunidade. O erro defensivo de Perotti, aliado a decisões táticas equivocadas citadas por Enderson Moreira, acabou custando o ponto.
Quais são os próximos desafios para o Novorizontino?
A equipe viajará para Cuiabá enfrentar o time da casa, que ocupa a 8ª posição. Uma vitória ou, no mínimo, um empate, será crucial para manter viva a esperança de chegar ao G‑4.
O que dizem os analistas sobre a possibilidade de acesso da Chapecoense?
Especialistas acreditam que, se a Chapecoense somar três pontos nas duas próximas partidas (contra Ferroviária e o próximo adversário), terá 50 pontos, número que historicamente garante a classificação direta.
13 Comentários
Que gol incrível do Perotti!
Vê‑se que a Chapecoense chegou com a postura certa. O treino de Dalton está rendendo frutos, especialmente na defesa que aguentou bem a pressão do Novorizontino. O lance do Perotti mostrou rapidez e inteligência tática, um contra‑ataque bem lapidado. Ainda que o placar seja apertado, cada ponto conta rumo ao G‑4.
Claro que tem coisa errada nos bastidores, né? Sempre tem um árbitro que favorece o time maior e hoje não foi diferente. Quem controla o futebol não quer que a Chapecoense chegue ao G‑4, então deixa alguns lances passarem. Só espero que a verdade venha à tona antes da última rodada.
O desempenho defensivo da Chapecoense foi exemplar, demonstrando organização tática e disciplina coletiva. A comunicação entre os zagueiros foi clara, limitando as finalizações adversárias. Ademais, a eficiência nos contra‑ataques evidencia um plano de jogo bem estruturado. Parabéns ao elenco e à comissão técnica.
Gente, que partida!! 🎉🎉 A Arena Condá vibrou demais!! O gol do Perotti foi simplesmente sensacional!! 😍😍 E ainda o goleiro fez uma defesa incrível!! 🔥🔥
Ai ai, vcs acham q é tudo perfeiito, mas n tem nada de perfeito né! O time do einderson fazia bah no meio do campo e ainda tem gente q elogia sem criticar nada!!!
Mano, a Chapecoense tá com tudo, q vibe incrível! Cada toque na bola parece mágica, e o Perotti... uau, saiu do nada pra balançar a rede! Vamos com tudo até o fim, nada pode segurar esse foguete verde e branco! 🚀
Olha, esses elogios são demais, né? O time só fez o básico, nada de show. Bora melhorar, porque ainda tem muito caminho.
Continue assim, Chapecoense! A disciplina em campo, a troca de passes precisa, e a garra nos minutos finais são fundamentais; o esforço coletivo vai render os próximos pontos.
É lamentável que tantos clubes cheguem ao topo com dinheiro fácil, enquanto equipes como a Chapecoense lutam com dignidade; devemos celebrar o valor do trabalho honesto e da superação.
A essência do futebol revela‑se nos momentos decisivos; a Chapecoense mostrou a verdadeira fibra.
É bacana ver a competição acirrada, mas o importante é que todos joguem limpo e se divirtam.
Ao contemplar o recente embate entre Chapecoense e Novorizontino, emerge uma tessitura narrativa que transcende o mero resultado esportivo.
O gol de Perotti, embora descrito como mera consequência de um contra‑ataque, revela‑se como um ato quase orquestral, onde o cruzamento de Marlon atua como a melodia que antecede o clímax.
A sinergia entre os atletas, perceptível nas linhas de passe tênues, reflete um estudo quase acadêmico de geometria aplicada ao campo.
Não obstante, a aparente simetria nas estatísticas de finalizações mascara disparidades qualitativas que somente um observador perscrutador percebe.
O desempenho do goleiro Rafael Santos, ao demarcar a penalidade tardia, demonstra a intricada dança entre agressividade e cautela, onde cada gesto carrega implicações táticas profundas.
Enquanto a imprensa sensacionalista celebra o ponto ganho, ignora‑se a filosofia subjacente que permeia a luta pelo G‑4, a saber, a dialética entre esperança e realidade.
O torcedor, imerso na fervorosa atmosfera da Arena Condá, vivencia uma experiência quase metafísica, onde o tempo parece dilatar‑se diante de cada jogada.
Contudo, não podemos olvidar que o Novorizontino, apesar da derrota, exibiu uma postura resiliente, que foge ao simplório rótulo de “perdedor”.
A própria ideia de “acesso” ao Campeonato Brasileiro Série A assume dimensões simbólicas, evocando a ascensão quase mitológica de um clube que, historicamente, superou adversidades.
Entretanto, há que se ponderar sobre as forças externas – políticas de financiamento, influência midiática – que, de maneira sutil, modulam o destino dos clubes.
Em um panorama macro, a competitividade da Série B evidencia a democratização do talento, ainda que o mercado ainda favoreça instituições com maior capital.
Assim, ao projetarmos o futuro da Chapecoense, devemos considerar não apenas o número de pontos acumulados, mas a intangibilidade de seu espírito coletivo.
O técnico Dalton Caldeira, ao enfatizar a disciplina defensiva, praxis‑mente cultiva um ethos que transcende a tática convencional.
Em síntese, a partida em questão não é apenas um relato de 90 minutos, mas um microcosmo da luta humana por reconhecimento e dignidade.
Que possamos, portanto, analisar cada jogada como um fragmento de um discurso maior, onde o futebol serve de linguagem universal.
E, na medida em que a Chapecoense avança rumo ao G‑4, que seu caminho seja iluminado por princípios de justiça, perseverança e, por que não, um toque de elegância estética.