Vasco vende SAF para Marcos Lamacchia por mais de R$ 2 bilhões

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Vasco vende SAF para Marcos Lamacchia por mais de R$ 2 bilhões

A virada histórica no futebol carioca finalmente pode estar acontecendo. O Vasco da Gama e o empresário Marcos Lamacchia chegaram a um acordo em princípio que promete mudar o rumo do clube. Estamos falando de um valor que ultrapassa os R$ 2 bilhões. É muita grana, mas nem tudo é o que parece à primeira vista.

O negócio envolve a venda de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) vascaína. Enquanto isso, a torcida aguarda notícias oficiais, pois a diretoria decidiu manter o sigilo até o fim dos trâmites. Mas, segundo informações confiáveis de meados de março de 2026, a movimentação já é concreta nos bastidores.

O Perfil do Novo Sócio

Quem vai colocar a mão na massa tem pedigree. Marcos Lamacchia não é qualquer investidor. Ele é filho de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, e genro de Leila Pereira. Para os que acompanham o mercado esportivo, o sobrenome soa familiar: a família já é grande acionista do Palmeiras.

A conexão não é nova, mas agora o foco se desloca para a Cidade Maravilhosa. A negociação foi supervisionada pelo presidente vascaíno Pedrinho, que demonstrou otimismo durante reuniões com a confederação. O plano é audacioso e busca estabilizar uma estrutura que vinha sofrendo nas últimas temporadas.

Detalhes da Negociação Financeira

Aqui vem o ponto que exige atenção total. A avaliação de R$ 2 bilhões não representa apenas dinheiro fresco entrando no caixa. Cerca de R$ 1 bilhão desse valor refere-se às dívidas atuais do clube. Isso inclui obrigações passivas que serão absorvidas e geridas através do processo de recuperação judicial vigente. O restante está destinado a investimentos diretos.

O pacote de investimentos prevê cinco anos de atuação. Parte dos recursos será usada para reforçar o elenco e pagar atletas. Outra fatia importante vai para o Centro de Treinamentos Moacyr Barbosa. Melhorias na infraestrutura são essenciais. Também há menção ao uso da Lei de Incentivo ao Esporte para financiar as modalidades olímpicas do clube. Não é só sobre futebol; é sobre o projeto inteiro.

A situação da propriedade da SAF é complexa. Atualmente, 30% pertencem à base associativa, enquanto 31% estão com o fundo 777 Partners. Outros 39% permanecem sob controle do clube, mas envolveram discussões em arbitragem. A compra deve resolver esses nós cíveis e trazer clareza para o quadro societário.

Pagamento de Dívidas e Recuperação Judicial

Enquanto a venda caminha, o dia a dia do clube precisa ser resolvido. O Vasco começou a honrar pagamentos durante a recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026. Até o final de março, foram quitados cerca de R$ 8 milhões referentes a credores civis e trabalhistas. Além disso, houve uma liberação de aproximadamente R$ 10 milhões na semana de 25 de março, destinada aos planos de acordo coletivo pela CNRD da CBF.

Fica claro que a gestão tenta apagar o passado antes de firmar o futuro. Ainda falta aprovação formal de alguns órgãos internos, mas a tendência é positiva. O silêncio da oficialização é estratégico: evita especulações desnecessárias até que a papelada esteja assinada.

Aprovações Internas e Cronograma

Aprovações Internas e Cronograma

Não basta ter a intenção. O conselho do Vasco possui instâncias poderosas que precisam dar o sinal verde. O Conselho de Beneméritos e o Conselho Deliberativo ainda não se manifestaram publicamente. Eles revisarão cada cláusula do contrato.

As negociações intensificaram-se na segunda metade de 2025 e entraram na fase final agora em março. Marcos Lamacchia já assinou termos de sigilo (NDA) e conhece os números reais do clube. A expectativa é que um Memorando de Entendimento (MOU) seja formalizado nas próximas semanas. Se tudo correr como planejado, veremos a mudança na direção em breve.

Perguntas Frequentes

Quando o novo dono assumirá a gestão do Vasco?

A transição depende da assinatura definitiva do acordo e das aprovações dos conselhos internos do clube. As estimativas indicam que o processo pode se concluir nas próximas semanas após março de 2026, sujeito à revisão legal completa.

Os R$ 2 bilhões incluem o pagamento das dívidas?

Sim. Diferente de uma venda comum, essa valuation inclui cerca de R$ 1 bilhão referente ao encargo de dívidas existentes, deixando o montante restante efetivamente disponível para novos investimentos na estrutura e elenco.

Qual é o papel da torcida nesse acordo?

A base associativa mantém 30% das ações da SAF mesmo após a venda. No entanto, a maioria controladora passa para o investidor. Os associados participarão indiretamente através das decisões dos conselhos representativos do clube.

O Vasco já pagou alguma dívida recentemente?

Sim. Durante o primeiro trimestre de 2026, o clube honrou cerca de R$ 20 milhões em obrigações, divididos entre credores civis, trabalhistas e acordos coletivos junto à CBF, sinalizando a tentativa de regularização financeira.

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